Para lá do voto: os Jovens e a Democracia
Enquanto jovens com menos de 18 anos, não temos direito a
eleger quem está à frente do nosso país, quem representa o povo português e
quem realmente honra os valores de Portugal. Mas será que a única coisa que
nós, enquanto jovens podemos fazer pela democracia é esperar que atinjamos a
maioridade?
Os jovens representam não apenas o futuro, mas também o
presente da vida cívica e política. Mas, infelizmente, são inúmeros os que
desprezam o privilégio que é viver em democracia e que acreditam que por ainda
não terem direito ao voto, não podem contribuir para um Portugal democrático,
justo e representativo.
Enquanto jovem que ainda não atingiu a maioridade, posso,
com toda a certeza, afirmar que as experiências mais enriquecedoras e que mais
me prepararam para uma vida em sociedade foram aquelas em que senti que estava
realmente alinhada com os valores democráticos.
Em muitos países, os jovens ainda enfrentam barreiras ao
acesso à educação política e à participação formal em partidos e instituições.
Mas, Portugal apresenta-nos diversos projetos que pretendem desenvolver o
espírito crítico e autonomia dos jovens envolvidos. Refiro-me por exemplo às
Associações de Estudantes, Juventudes partidárias, programas como o Parlamento
de Jovens, Orçamento Participativo, Assembleia Municipal Jovem, entre outros.
Todas estas iniciativas visam promover a educação para a
cidadania, incentivar a participação cívica e política, fomentar valores
democráticos, direitos humanos e justiça social.
Se tal como eu, ainda não tens oportunidade de votar mas
acreditas que a democracia é muito mais do que um “simples” voto, não sejas
apenas espetador/a e torna-te um cidadão/cidadã ativo/a.
Se nos dão voz porque não usufruir dessa oportunidade? Quando ouvidos, valorizados e incluídos, os jovens tornam-se agentes ativos de mudança, devendo assim não esquecer o seu papel fundamental na transformação do nosso país.
