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O custo invisível da investigação científica

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Os bolseiros de investigação científica são, paradoxalmente, a espinha dorsal da produção de conhecimento em Portugal e, ao mesmo tempo, um dos grupos mais fragilizados dentro do sistema científico. O seu trabalho sustenta projetos, publicações e até atividades de ensino, mas continua a ser enquadrado como “formação”, o que legitima a ausência de direitos laborais básicos. O Estatuto do Bolseiro de Investigação foi criado com a narrativa de que as bolsas são oportunidades de aprendizagem. No entanto, e apesar de à primeira vista os valores parecerem competitivos, na prática estas bolsas funcionam como maus substitutos informais de contratos de trabalho: exigem dedicação exclusiva e cumprimento de responsabilidades científicas, mas não oferecem subsídio de desemprego, 13.º ou 14.º mês, nem proteção plena na doença. É um modelo que ainda perpetua mais a ideia de que o investigador é um “eterno estudante”, mesmo quando já possui experiência consolidada. Para além disso, os descontos p...

As Nossas Tradições

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As tradições de Portugal são o reflexo de um povo alegre, acolhedor e profundamente ligado à sua história. A nossa cultura brilha na singularidade de cada costume que resiste ao tempo, servindo de base para aquilo que somos hoje.  Esta identidade ganha especial destaque e vida nesta época de verão nas festas de aldeia e nas grandes romarias, onde os trajes coloridos, a gastronomia típica e a música popular nos unem a todos. Elementos únicos, como o toque contagiante da concertina e a energia das rodas de rancho, mostram a força e a alegria de um povo que celebra as suas verdadeiras raízes com orgulho. E o nosso concelho de Ansião e as nossas Freguesias são um bom exemplo do que melhor temos por cá. Preservar estes costumes tradicionais e populares não é apenas olhar para o passado, mas sim garantir o futuro da nossa identidade. Honrar, defender e passar o que é genuinamente português às próximas gerações é o que nos mantém unidos e orgulhosos das nossas origens.

Viver ou sobreviver?!

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Nós fazemos parte de uma geração que ouviu que estudar seria a chave do futuro, futuro esse que um dia seríamos nós e estaria nas nossas mãos. E agora que deixámos de ser o futuro e tornamo-nos o presente, como jovens, olhamos para a nossa volta e perguntamo-nos : estamos realmente a viver ou apenas a sobreviver? Sobreviver virou uma rotina para muitos na nossa geração. Sobrevive o estudante deslocado que paga rendas incomparáveis para ter onde ficar durante a semana? Sobrevive a mãe solteira que tem de sustentar os filhos sozinha com mero salário mínimo? Sobrevivem os estagiários mal pagos? Sobrevive o reformado que não consegue comprar todos os medicamentos porque precisa de comer? Sobrevivem aqueles cujo salário desaparece antes do fim do mês, e que muitas vezes, não suporta todas as contas que tem de pagar? No fundo sobrevivemos todos nós! A crise da habitação é um dos maiores reflexos desta realidade. Ter uma casa própria deixou de ser um objetivo alcançável e passou a ser um ...

Extremismo na atualidade

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Pela primeira vez desde que Portugal é um país democrático com direito ao voto livre, o segundo lugar nas eleições presidenciais não foi ocupado pela tradição eleitoral do costume. Apesar de já terem passado alguns meses, o impacto de um acontecimento como este continua a fazer-se sentir no panorama político português. Foi por isso que escolhi este tema, para além de ser extremamente relevante na atualidade, é também, para mim, particularmente interessante e digno de análise. É relevante na atualidade porque abalou não só a política em Portugal, mas também a de toda a Europa, e, em alguns casos, em níveis ainda mais amplos. Não se pode negar que partidos extremistas sejam agora uma força cada vez mais presente no continente. Pode ser visto como um fenómeno semelhante a um vírus, que começou nos nossos vizinhos e que depois se espalhou até nós, ainda que mais tarde. Para além disso, considero este tema bastante interessante pela forma como o extremismo se propaga de forma rápida e f...

Com toda a certeza!

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Vivemos num mundo repleto de opiniões, e talvez seja esse o problema. Dos inúmeros temas que nos rodeiam atualmente: política, guerra, ambiente, imigração, economia, é raro encontrar alguém imparcial ou disposto a admitir dúvida. A questão é: será o problema o excesso de opiniões, ou a falta de pensamento por trás delas? Porque nunca foi tão fácil ter uma opinião, e nunca foi tão comum defendê-la com uma certeza que nem sempre corresponde ao conhecimento que a sustenta. Somos a geração da certeza. Duvidar parece falta de convicção, admitir não saber parece ignorância e mudar de opinião parece fraqueza. Como resultado, as pessoas preferem ser assertivas e intransigentes ao invés de ponderar melhor. Estamos expostos a tanta informação, somos diariamente cercados por ela, daí surge outro problema: opiniões rápidas, reflexão lenta. Precisamos apenas de um tweet , um título de notícia, um vídeo de 30 segundos ou uma frase fora de contexto para formarmos a nossa posição. Escassa é a verifica...