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A Pressão de Decidir o Futuro

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Atualmente, muitos jovens sentem que têm de decidir muito cedo aquilo que querem fazer no futuro. A escolha de um curso, de uma profissão ou até do caminho que pretendem seguir tornou-se uma preocupação constante. Entre as expectativas da família, a opinião dos outros e o medo de falhar, surge uma questão importante: será que nós jovens temos tempo suficiente para descobrir aquilo que realmente queremos para a nossa vida? Por um lado, pensar no futuro é importante, pois ajuda-nos a estabelecer objetivos e a tomar decisões mais conscientes. Ter uma ideia daquilo que gostamos e das áreas em que queremos trabalhar pode dar-nos motivação e ajudar-nos a preparar melhor o nosso percurso. No entanto, existe também uma pressão que pode tornar esta decisão bastante difícil. Muitos jovens têm medo de escolher o curso errado ou de desiludir as pessoas à sua volta. Além disso, nem todos descobrem os seus interesses ao mesmo tempo, e comparar as nossas escolhas com as dos outros pode aumentar a i...

Leiria e Oeste: a universidade que a indústria pediu

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Em 1973, quando o país criou de raiz as universidades de Aveiro e do Minho, fê-lo com uma intuição que o tempo se encarregou de confirmar: uma região industrial sem universidade tende a exportar muito e a reter pouco, porque a parte mais valiosa do que produz – o conhecimento incorporado no produto – é concebida noutro lugar. Aveiro tinha a cerâmica; o Minho, o têxtil. Meio século volvido, Aveiro é sinónimo de materiais e telecomunicações, e o Minho acolhe parcerias entre indústria e academia que servem de referência ao país. A transformação não veio da universidade sozinha, nem viria da indústria entregue a si própria: veio do encontro entre ambas. É esse encontro que agora chega a Leiria. A região de Leiria e Oeste, com perto de setecentas mil pessoas, está entre os maiores territórios portugueses, em população e em produto interno bruto, fora das duas áreas metropolitanas: o distrito de Leiria, por si só, exporta anualmente mais de três mil milhões de euros. Contudo, dos seus deza...

O custo invisível da investigação científica

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Os bolseiros de investigação científica são, paradoxalmente, a espinha dorsal da produção de conhecimento em Portugal e, ao mesmo tempo, um dos grupos mais fragilizados dentro do sistema científico. O seu trabalho sustenta projetos, publicações e até atividades de ensino, mas continua a ser enquadrado como “formação”, o que legitima a ausência de direitos laborais básicos. O Estatuto do Bolseiro de Investigação foi criado com a narrativa de que as bolsas são oportunidades de aprendizagem. No entanto, e apesar de à primeira vista os valores parecerem competitivos, na prática estas bolsas funcionam como maus substitutos informais de contratos de trabalho: exigem dedicação exclusiva e cumprimento de responsabilidades científicas, mas não oferecem subsídio de desemprego, 13.º ou 14.º mês, nem proteção plena na doença. É um modelo que ainda perpetua mais a ideia de que o investigador é um “eterno estudante”, mesmo quando já possui experiência consolidada. Para além disso, os descontos p...

As Nossas Tradições

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As tradições de Portugal são o reflexo de um povo alegre, acolhedor e profundamente ligado à sua história. A nossa cultura brilha na singularidade de cada costume que resiste ao tempo, servindo de base para aquilo que somos hoje.  Esta identidade ganha especial destaque e vida nesta época de verão nas festas de aldeia e nas grandes romarias, onde os trajes coloridos, a gastronomia típica e a música popular nos unem a todos. Elementos únicos, como o toque contagiante da concertina e a energia das rodas de rancho, mostram a força e a alegria de um povo que celebra as suas verdadeiras raízes com orgulho. E o nosso concelho de Ansião e as nossas Freguesias são um bom exemplo do que melhor temos por cá. Preservar estes costumes tradicionais e populares não é apenas olhar para o passado, mas sim garantir o futuro da nossa identidade. Honrar, defender e passar o que é genuinamente português às próximas gerações é o que nos mantém unidos e orgulhosos das nossas origens.

Viver ou sobreviver?!

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Nós fazemos parte de uma geração que ouviu que estudar seria a chave do futuro, futuro esse que um dia seríamos nós e estaria nas nossas mãos. E agora que deixámos de ser o futuro e tornamo-nos o presente, como jovens, olhamos para a nossa volta e perguntamo-nos : estamos realmente a viver ou apenas a sobreviver? Sobreviver virou uma rotina para muitos na nossa geração. Sobrevive o estudante deslocado que paga rendas incomparáveis para ter onde ficar durante a semana? Sobrevive a mãe solteira que tem de sustentar os filhos sozinha com mero salário mínimo? Sobrevivem os estagiários mal pagos? Sobrevive o reformado que não consegue comprar todos os medicamentos porque precisa de comer? Sobrevivem aqueles cujo salário desaparece antes do fim do mês, e que muitas vezes, não suporta todas as contas que tem de pagar? No fundo sobrevivemos todos nós! A crise da habitação é um dos maiores reflexos desta realidade. Ter uma casa própria deixou de ser um objetivo alcançável e passou a ser um ...