Os perigos da Inteligência Artificial no Ensino


A inteligência artificial nas escolas pode ser uma aliada ferramenta muito importante para a aprendizagem, desde que seja usada com consciência e responsabilidade, uma vez que não podemos em qualquer que seja a situação, de substituir o conhecimento humano, muito menos o papel dos professores na passagem do testemunho do conhecimento e na respetiva aprendizagem.

Na minha opinião, a inteligência artificial pode e deve ser utilizada pelos professores e alunos para auxílio de análise aos conteúdos ou na ajuda da realização de trabalhos que envolvam uma pesquisa de conteúdo mais aprofundada, tanto a nível individual como coletivo, desde que haja um critério de utilização, estipulando certos limites.

Ainda que a inteligência artificial possa cometer erros claros e evidentes que podem interferir na explicação e na aprendizagem, o seu uso contínuo pode também trazer certos hábitos de dependência, que podem ser grandes barreiras na aprendizagem, criando uma amarra demasiado excessiva pela tecnologia e pela simplificação de processos de trabalho, o que pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, numa altura em que os jovens ainda se encontram na descoberta e formação da sua essência pessoal e na descoberta do seu método de trabalho.

Se fosse para haver um meio termo no que toca à sua regulação, diria que o mais sensato seria usar a inteligência artificial como complemento e não como substituto. Seria, por exemplo, usada para relembrar conteúdos que o professor acharia mais difíceis de assimilar por parte dos alunos. Em boa prática, é importante que saibamos colocar um controlo no uso desta ferramenta tecnológica, uma vez que pode por em causa métodos de estudo e trabalho, e sobretudo, por em evidência a falta de autonomia e a total dependência virtual.

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